segunda-feira, 11 de setembro de 2017

NT - Os Livros Questionados e/ou Antilegomena


Os livros que compõem o Segundo Mandamento (Novo Testamento) foram escritos ao longo da segunda parte do primeiro século cristão. Mas não somente estes livros como também um número expressivo de outras literaturas que no processo de canonização foram descartados.
O reconhecimento do cânon do Novo Testamento não foi um acontecimento, mas um processo, mas nem todos os livros neotestamentário foram aceitos imediatamente, alguns permaneceram com reservas por parte das igrejas até o século IV quando finalmente foram aceito por todos como parte integrante das escrituras bíblicas.
Esse pequeno grupo de literatura que foram questionadas recebem a nomenclatura de antilegomena  (em grego: αντιλεγομένα), literalmente, os escritos em que há alguém que "falou contra". Este grupo é distinto dos “espúrios” ou "rejeitados" e dos "Homologoumena" aqueles escritos que foram aceitos por todas as igrejas, como os quatro Evangelhos canônicos.
De acordo com o historiador Eusébio, houve sete livros cuja autenticidade foi questionada por alguns dos pais da igreja, e por isso ainda não haviam obtido reconhecimento universal por volta do século IV. Os livros objeto de controvérsia foram Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.
A Razão Para o Questionamento
O fato desses livros não ter obtido reconhecimento universal até o início do século IV não significa que não haviam tido aceitação inicial por parte das comunidades apostólicas e pós-apostólicas. Ao contrário, esses livros foram citados como inspirados por vários estudiosos primitivos. Tampouco, o fato de terem sido questionados, em certa época, por alguns estudiosos, não é indício de que sua presença no cânon atual seja menos firme do que a dos demais livros. Ao contrário, o problema básico a respeito da aceitação da maioria desses livros não era sua inspiração, ou falta de inspiração, mas a falta de comunicação entre o Oriente e o Ocidente a respeito de sua autoridade divina. A partir do momento em que os fatos se tornaram conhecidos por parte dos pais da igreja, a aceitação final, total, dos 27 livros do Novo Testamento foi imediata.
Vejamos de forma breve uma exposição sobre os motivos das objeções que cercaram cada livro e sua aceitação definitiva.
Hebreus. Neste caso o problema estava na autoria e estilo. A tradição dizia ser de Paulo, mas não há o nome do autor, como é costume de Paulo. O estilo também não é exatamente o mesmo, embora haja muita semelhança. Por esta razão o livro permaneceu sob suspeição entre os cristãos do Oriente, que não sabiam que os crentes do Ocidente o haviam aceitado como autorizado e dotado de inspiração. Além disso, o fato dos montanistas heréticos terem recorrido a Hebreus em apoio a algumas de suas concepções errôneas acabou por postergar sua aceitação nos círculos ortodoxos. Ao redor do século IV, no entanto, sob a influência de Jerônimo e de Agostinho, a carta aos Hebreus encontrou seu lugar permanente no cânon.
Uma vez que o Ocidente estava convencido do cunho apostólico desse livro, nenhum obstáculo permaneceu no caminho de sua aceitação plena e irrevogável no cânon. O teor do livro é plenamente confiável, tanto quanto sua reivindicação de deter autoridade divina.
Tiago. A veracidade do livro de Tiago foi desafiada, tanto quanto sua autoria. Como no caso da carta aos Hebreus, o autor da carta atribuída a Tiago não afirma ser apóstolo. Os primeiros leitores e os que se lhes seguiram puderam atestar que esse era o Tiago do círculo apostólico, o irmão de Jesus (cf. At 15 e Gl 1). Todavia, a igreja ocidental não teve acesso a essa informação original. No entanto, em decorrência dos esforços de Orígenes, de Eusébio (que pessoalmente recomendava a aceitação de Tiago), de Jerônimo e de Agostinho, a veracidade e a apostolicidade dessa carta vieram a ser reconhecidas pela igreja ocidental. Dessa época até o presente, Tiago vem ocupando sua posição canônica no cristianismo. É claro que sua aceitação baseia-se na compreensão de sua compatibilidade essencial com os ensinos paulinos a respeito da justificação do crente pela fé. O aparente conflito entre seu ensino e o de Paulo, sobre a justificação pela fé, levou Martinho Lutero a chamar Tiago de ''carta de palha'', colocando-a no fim do Novo Testamento, mas em momento algum Lutero a retirou do cânon e ele mesmo em várias oportunidades a recomenda: “Eu não impediria ninguém de incluir ou exaltar [Tiago] como lhe agradasse, pois por outro lado existem [em Tiago] muitas coisas boas que ele disse”. O grande reformador em seu afã contra qualquer esforço humana para a salvação, não se apercebeu da perfeita harmonia do ensino de Tiago com o ensino de Paulo.
Segunda carta de Pedro. Nenhum outro documento do Novo Testamento ocasionou maiores dúvidas quanto à sua autenticidade do que 2 Pedro. Parece que Jerônimo entendeu o problema; ele afirmou que a hesitação em aceitá-la como obra autêntica do apóstolo Pedro deveu-se à dessemelhança de estilo com a primeira carta do apóstolo. Há algumas diferenças notáveis de estilo entre as duas cartas de Pedro, mas, não obstante os problemas linguísticos e históricos, há mais do que amplas razões para que aceitemos 2 Pedro como livro canônico.
Sua aceitação é primeiramente no Oriente, onde aparece na antiga versão cóptica (200 d.C.) e no manuscrito p72 (inicio do século III), revelando que 2 Pedro estava sendo usada com grande respeito pelos cristãos coptas, em época bem primitiva. Clemente de Roma, bem como a obra Pseudo-Barnabé, dos séculos I II respectivamente, citam 2 Pedro. Temos, além disso, os testemunhos de Orígenes, de Eusébio, de Jerônimo e de Agostinho, do século III ao V. Aliás, há mais comprovações de 2 Pedro que de alguns clássicos do mundo antigo, como as obras de Heródoto e de Tucídides. Finalmente, há evidências internas a favor da confiabilidade de 2 Pedro. Há na carta características e interesses doutrinários notadamente petrinos. As diferenças de estilo são explicadas pelos conservadores com o fato de Pedro ter utilizado secretários (escribas) diferentes ou de ele mesmo ter escrito esta segunda carta.
2 e 3 João. As duas cartas mais curtas de João também foram alvo de questionamento quanto à autenticidade. O escritor se identifica apenas como "o presbítero"; por causa dessa questão autoral e de sua circulação limitada, as cartas não gozaram de ampla aceitação, ainda que fossem mais amplamente aceitas do que 2 Pedro. Policarpo Ireneu haviam aceitado 2 João como confiável. O Cânon de Muratório e a Antiga Latina continham ambas. Todas as três epístolas joaninas aparecem na lista que Atanásio elaborou de 27 livros do Novo Testamento (367 d.C.) e nas listas ratificadas nos Concílios de Hipona (393) e Cartago (397). A semelhança em estilo e em mensagem com 1 João, que havia sido amplamente aceita, mostrou ser óbvio que as outras duas vieram do apóstolo João também (cf. 1Jo 1.1-4). Quem mais seria tão íntimo dos primitivos crentes asiáticos, de tal modo que pudesse escrever com autoridade sob o título afetuoso de "o presbítero"? O termo presbítero (ancião) era usado como título pelos demais apóstolos (v. 1Pe 5.1), pelo fato de denotar o cargo que ocupavam (v. At 1.20), enquanto apostolado designava o dom que haviam recebido (cf. Ef 4.11).
Judas. A confiabilidade desse livro foi questionada por alguns. A maioria da contestação centrava-se nas referências ao livro pseudepigráfico de Enoque (Jd 14,15) e numa possível referência ao livro da Assunção de Moisés (Jd 9). Orígenes faz ligeira menção desse problema em seu comentário de Mateus (18,30) e Jerônimo declara especificamente ser esse o problema, em seu livro “Vidas de Homens Ilustres” (cap. 4). No entanto, Judas foi suficientemente reconhecido pelos primeiros pais da igreja. Ireneu, Clemente de Alexandria Tertuliano aceitaram a confiabilidade desse livro, como o fez o Cânon Muratório. As citações pseudopigráficas têm uma explicação, a qual se valoriza muito pelo fato de tais citações não serem essencialmente diferentes das citações feitas por Paulo de poetas não-cristãos (cf. At 17.28; ICo 15.33; Tt 1.12). Em nenhum momento os autores bíblicos estão autenticando a divindade destes escritos, tampouco as citações representam aprovação integral de tudo que tais livros ensinam; os autores das cartas bíblicas meramente citam um fragmento de verdade encravado naqueles livros. O Papiro Bodmer (p72), recentemente descoberto, confirma o uso de Judas, ao lado de 2Pedro, na igreja copta do século III.
 Apocalipse. Ainda que inicialmente este livro tivesse aceitação generalizada até o segundo século (Didaquê, Pastor de Hermas, Papias, Ireneu, bem como pelo Cânon Muratório), teve sua canonicidade posteriormente disputada, provavelmente pela dúvida lançada por Dionísio de Alexandria, seguido por Eusébio de Cesaréia, quanto à origem apostólica do livro, devido ao que consideravam diferenças de estilo entre ele e o Evangelho de João; o que o levou a atribuir o livro a outro João. Outro fator foi a utilização do Apocalipse por parte dos heréticos montanistas e outras seitas que enfatizavam a profecia e a proximidade da consumação. Mas essa influência se desvaneceu quando Atanásio, Jerônimo e Agostinho ergueram-se em defesa do Apocalipse. Evidentemente que até os dias atuais há muitas controvérsias quanto a interpretação de seu conteúdo escatológico, mas nem antes e nem hoje se questiona a canonicidade deste precioso livro que fecha o Cânon do Novo Testamento e a própria Bíblia.     

 O cânon do Novo Testamento
Evangelhos
Actos
Epístolas
Apocalipse
Mateus
Marcos
Lucas
João
Actos dos Apóstolos
De Paulo
Romanos
1 Coríntios
2 Coríntios 
Gálatas
Efésios
Filipenses
Colossenses
1 Tessalonicenses
2 Tessalonicenses
1 Timóteo
2 Timóteo
Tito
Filemom
Católicas
Hebreus
Tiago
1 Pedro
2 Pedro
1 João
2 João
3 João
Judas
Apocalipse de João


Alguns apócrifos do Novo Testamento
Evangelhos
Actos
Epístolas
Apocalipses
Do século II
    Dos Hebreus 
    Dos Ebionitas
    Pedro
    Proto-evangelho de Tiago
    Papiro Egerton 2 (sem nome)

De Nag-Hammadi (gnósticos)
    De João (apócrifo)
    Da verdade (Valentim)
    De Tomé
    De Felipe
    De Maria Madalena

Tardios (séculos IV ao VI)
    História de José o carpinteiro
    Trânsito de Maria
    Segundo Tomé (maniqueu)
    De Mateus (apócrifo)
  
De João 
De Paulo 
De Pedro 
De Tomé 
De André 
De Pilatos
  
    Dos Apóstolos 
   (Epistula apostolorum)
De Paulo
    3 Coríntios
    Laodicenses
    Correspondência entre
    Paulo e Séneca

De Pedro
     Pregação de Pedro
    
  
De Pedro
De Paulo
De Tomé
De João
De Estêvão
Da Virgem
  



Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
me.ivanguedes@gmail.com
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Historiologia Protestante
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Referências Bibliográficas
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TREBOLLE BARRERA, Julio. La Biblia judía y la Biblia cristiana. Introducción a la historia de la Biblia. Madrid: Trotta, 1993.

WESCOTT, Brooke Foss. The Bible in the Church. 3rd Ed. London & Cambridge: Macmillan & Co., 1870.

O termo Evangelho no Evangelho Segundo Marcos


O Termo “Evangelho” (εαγγέλιον) no Evangelho Segundo Marcos
Ref.
Texto Original (grego)
Tradução
Paralelos Mt e Lc
Mc 1.1
ρχ το εαγγελίου ησοΧριστο [υο θεο].
Princípio do evangelho de Jesus Cristo, [Filho de Deus].
nenhum
Mc 1.14
ματ δ τ παραδοθναι τνωάννην λθεν ὁ Ἰησος ες τν Γαλιλαίαν κηρύσσων τεαγγέλιον το θεο.
Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando oevangelho de Deus.
nenhum
Mc 1.15
κα λέγων τι Πεπλήρωται καιρς κα γγικεν  βασιλεία το θεο· μετανοετε καπιστεύετε ν τ εαγγελί.
e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho.
nenhum
Mc 8.35
ς δ᾽ἄν πολέσει τν ψυχν ατο νεκεν μο κα τοεαγγελίου σώσει ατήν.
mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho,
salvá-la-á.
nenhum
Mc 10.29
οδείς στιν ς άφκεν οκίαν δελφος ἤ ἀδελφς μητέρα  πατέρα  τέκνα ἤἀγρος
νεκεν μο κα νεκεν τοεαγγελίου . . .
ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou
mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do
evangelho
nenhum
Mc 13.10
κα ες πάντα τ θνη πρρον δε κηρυχθναι τεαγγέλιον.
Mas importa que primeiro o evangelho seja pregado entre
todas as nações.
Mt 24.14
Mc 14.9
που ἐὰν κηρυχθ τεαγγέλιον ες λον τν κόσμον . . .
em todo o mundo, onde quer que for pregado o evangelho
Mt 26.13
Mc 16.15
πορευθέντες εἰς τὸν κόσμον ἄπαντα κηρύξατε τὸ
εὐαγγέλιον πάσῃ τῇ κτίσει.]
[Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.]
nenhum
O termo “Evangelho” tornou-se comum dentro da comunidade cristã para designar a sua mensagem de salvação. Somente nas cartas paulinas encontramos este termo mais de quarenta vezes, sem contar o termo “evangelizar” também muito utilizado pelo apóstolo.  
Mateus usa εὐαγγέλιον (evangélion) apenas quatro vezes (4.23; 11.5; 24.14 e 26.13), mas somente duas destas são paralelas a textos em Marcos (cf tabela). Três vezes Mateus tem τὸ εὐαγγέλιον τῆς βασιλείας (to evangélion tēs basileias, ‘o evangelho do reino’), mas nenhum outro evangelho usa esta frase.
Lucas jamais usa o substantivo εὐαγγέλιον (evangélion), mas ele emprega o verbo εὐαγγελίζω (evangelízo, ‘pregar o evangelho’) dez vezes (Marcos o faz somente uma vez, em Mc 11.5).
O termo “Evangelho” tem seu pano de fundo tanto grego/romano quanto judaico. Na cultura grega o termo era utilizado para anunciar uma vitória. O portador de uma noticia vitorioso recebia uma gratificação e/ou um evangelho. Os romanos se apropriaram desta palavra para comunicar os acontecimentos importantes ligados ao Imperador. O nascimento do Imperador era comunicado como uma mensagem alegre e boa para o mundo, pois ele era tido como o promotor da estabilidade e da paz no império.
As raízes do termo “Evangelho” estão bem estabelecidas no Antigo Testamento, de forma singular na segunda parte das profecias de Isaías, onde proclama insistentemente a boa nova da vitória de Deus – que se concretiza na libertação do cativeiro (babilônico) e seu retorno à terra prometida. Para os cristãos do primeiro século Jesus é aquele que os liberta do cativeiro do mundo e os insere no seu Reino Eterno – este é o maior Evangelho (boas novas) que o mundo (até os confins da terra) precisa ouvir com urgência.

Notas das Passagens Citadas:
Mc 1.1 – Evangelho é a mensagem de salvação que deve ser proclamada a um mundo caótico e sem esperança. Este mundo tenebroso precisa tomar conhecimento do que Deus fez em e por Cristo (no calvário).
Mc 1.14 – O Evangelho é as boas novas de Deus para os seres humanos; esta salvação tem origem em Deus e é manifestada por Deus. Deus mesmo providenciou todos e cada um dos detalhes para que o Seu Evangelho fossem proclamado.
Mc 1.15 – a fé ou crer no Evangelho implica ao menos em três coisas: conhecimento, concordância e confiança, sem as quais torna esta fé apenas um ato religioso e estéril de ações.
Mc 8.35 – o Evangelho é o próprio Cristo, assim, é impossível crer em Cristo fora do Evangelho (misticismo e esoterismo pagão) ou querer ‘praticar’ o Evangelho sem crer em Cristo (humanismo).
Mc 10.29 – Amar a Cristo é amar o Seu Evangelho e isto implica em que tudo o mais se torna secundário. O “evangelho pós-modernista” não aceita “perder” nada, por isso seus “crentes” perderão tudo.
Mc 13.10 – O propósito eterno de Deus é que o Evangelho fosse proclamado em todo o mundo, ainda que inicialmente seria proclamado aos judeus. Desde o AT as boas novas de salvação foram prometidas a todos que, mediante a graça viessem a crer, fosse judeu ou gentio.
Mc 14.9 -  O Evangelho deve ser anunciado de forma impactante, pois ele é as boas novas do coração amoroso de Deus e não apenas uma especulação religiosa forjada na bigorna da mente humana.
Mc 16.15 – A ordem missionária é para que o Evangelho seja proclamado em todo o mundo para que todas as pessoas possam ouvir as boas novas da salvação realizada por meio de Jesus Cristo.

Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
Universidade Presbiteriana Mackenzie
me.ivanguedes@gmail.com
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Referências Bibliográficas
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SOARES, Sebastião Armando Gameleira & JUNIOR, João Luiz Correia. Evangelho de Marcos, v.1, ed. Vozes, Petrópolis, 2002.
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