quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

HISTORIA DO ANTIGO ISRAEL: Uma Revisão desde a Divisão do Reino - Judá

CARACTERÍSTICAS DO REINO DE JUDÁ


Território: Menor superfície; sem costa litorânea; sem grandes vias comerciais (somente quando expandiu o território conseguiu controlar a via que ligava o Neguevedo Mediterrâneo ao Golfo de Aquaba); limites territoriais com o mar Morto, com zonas desérticas e com os povos nômades (exceto os filisteus).
Economia: Limitada por causa do isolamento territorial e das grandes vias comerciais.
População: Homogénea; manteve suas tradições religiosas e populares; manteve a linhagem davídica de sucessão ao trono.
Governo: política estável com diversos reinados com mais de 20 anos; manteve a dinastia davídica; Jerusalém como capital.
Ameaças Externas: o Reino de Edom; Império Babilônico.
MANTEVE SUA AUTONOMIA ATÉ 586 a.C.

Reino Dividido – Judá e Benjamim (após a morte de Salomão em 930 a.C.)

ROBOÃO (4º rei – 1º de Judá) - Reinou 17 anos – I Rs 14.21
·         Filho de Salomão - I Rs 14.21
·         “A primeira geração faz o dinheiro, o segundo aprende a gastar, o terceiro perde tudo ...” Nunca foi mais verdadeiro do que no caso do rei Roboão. Quando ele herdou o reino de seu pai Salomão , ele estava em apuros. Mas o jovem rei perdeu quase tudo, e quando a poeira assentou o seu outrora grande reino foi dividido em Israel, no norte, que ele perdeu, e de Judá, no sul, que ele manteve.
·         Agiu com impiedade – (cf. I Rs 14.21-30)
·         Deus proíbe fazer guerra contra as dez tribos (cf. II Cr 11.1-12)
·         Deus castiga Roboão por causa da idolatria (cf. II Cr 12.1-15)
·         A Morte de Roboão (I Rs 14.31 - II Cr 12.16)

ABIAS (5º Rei – 2º de Judá) Reinou 3 anos (cf. II Cr 13.2 - I Rs 15.1-2)
·         Filho de Roboão (cf. I Rs 14.31- II Cr 12.16)
·         Abias imita a impiedade de Roboão seu pai (cf. I Rs 15.1-7)
·         Abias reina e guerreia contra Jeroboão (cf. II Cr 13.1-22)
·         Lutando com uma desvantagem de dois contra um, ele foi, não obstante, vitorioso e capturou Betel, Jesana e Efrom (2Cr 13.19).
·         Suas catorze esposas lhe geraram vinte-e-dois filhos e dezesseis filhas (13.21) e os “mais atos de Abias, assim o que fez como o que disse, estão escritos no Livro da História do Profeta Ido” (13.22).
·         A Morte de Abias (cf. II Cr 14.1 - I Rs 15.8) “Andou em todos os pecados que seu pai tinha cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com Deus, como o coração de Davi seu pai” - I Rs 15.3.

ASA (6º Rei – 3º de Judá) Reinou 41 anos (I Rs 15.9-10; II Cr 16.13)
·         Filho de Abias (I Rs 15.8-II - Cr 14.1)
·         Asa reina e vence a Zerá, o etíope (II Cr 14.1-15)
·         Asa é bom rei sobre Israel (I Rs 15.1-23)
·         Asa e o rei da Síria pelejam contra Baasa (II Cr 16.1-11)
·         Destruiu o ídolo Asera que Maaca, que sua mãe ou avó adorava (I Rs 15.9-13)
·         Asa aboliu a idolatria e renovou o pacto do Senhor (II Cr 15.1-19); fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi seu pai (I Rs 15.11)
·         Asa adoeceu e não buscou a Deus na sua enfermidade (II Cr 16.12);
·         Morte de Asa (II Cr 16.13-14; I Rs 15.24)
·         Geração do rei Asa - Abraão, Isaque, Jacó, Judá - Perez - Esrom - Arão (não é o irmão de Moisés) - Aminadabe, Naasom, Salmom, Boaz, Obede, Jessé, Davi, Salomão, Roboão, Abias, e Asa - a 17ª geração depois de Abrão.

JOSAFÁ (7º Rei – 4º de Judá) - Reinou 25 anos (I Rs. 22.42; II Cr. 20.31)
·         Filho de Asa (II Cr.16.13-14 - II Cr.17.1; I Rs.15.24; I Rs. 22.41)
·         Acabe, rei de Israel, faz aliança com o rei Josafá (I Rs 22.1-40; II Cr 18.1-27)
·         Josafá e o seu cuidado em instruir o povo (II Cr 17.1-19)
·         A guerra contra Ramote-Gileade e morte de Acabe (II Cr. 18.28-34).
·         O profeta Jeú repreende a Josafá (II Cr 19.1-11)
·         Deus concede a Josafá vitória sobre os seus inimigos (II Cr 20.1-37)
·         E andou em todos os caminhos de Asa, seu pai, não se desviou deles, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor (I Rs 22.43; II Cr 20.32)
·         O reinado de Josafá e a sua morte (I Rs 22.41-52; II Cr 21.1)

JEORÃO OU JORÃO (8º Rei – 5º de Judá) Reinou 8 anos (II Cr 21.5,20 - II Rs 8.17)
·         Filho de Josafá (II Rs 8.16 - II Cr 21.1; em I Rs 22.51 - lê-se Jorão - Este rei Jorão de Judá, não deve ser confundido com o rei Jorão de Israel mencionado em II Rs 3.)
·         O reinado de Jeorão (II Rs 8.16-23) marcado pela impiedade (II Cr 21.1-17)
·         Jeorão foi mal: matou todos os seus irmãos a espada, como também alguns dos príncipes de Israel (II Cr 21.4) - "Josephus considera sobre isso, o indicador de que ele cometeu os assassinatos, a pedido de Atalia."
·         Ele também fez altos nos montes de Judá, e fez com que se corrompessem os moradores de Jerusalém; o cronista acrescenta que Jorão fez todo o Judá pecar de acordo com a religião dos cananeus (II Cr 21 : 11).
·         E andou nos caminhos dos Rs de Israel, como fazia a casa de Acabe; porque tinha a filha de Acabe por mulher (Atalia) e fazia o que era mau aos olhos do Senhor (II Cr 21.6)
·         O Senhor o feriu com uma enfermidade incurável. Morreu sem deixar de si saudades (II Cr 21.18-20).

ACAZIAS (9º Rei – 6º de Judá) - Reinou um ano (II Rs 8.26; II Cr 22.2); Filho de Jeorão (II Cr 22.1; II Rs.8.24-25)
E os moradores de Jerusalém fizeram rei a Acazias, seu filho mais moço, em seu lugar, (de Jeorão), porque a tropa que viera com os arábios ao arraial tinha matado a todos os mais velhos; e assim reinou Acazias, filho mais novo de Jeorão rei de Judá.
·         Também andou nos caminhos da casa de Acabe, porque sua mãe (Atalia) era sua conselheira, para proceder impiamente.
·         E fez o que era mal aos olhos do Senhor, como a casa de Acabe, porque eles eram seus conselheiros depois da morte de seu pai (Jeorão) para sua perdição (II Cr 22.1,3-4).
·         Acazias sucedeu seu pai, Jorão, no crítico ano 841 a.C. quando Salmaneser III da Assíria (859 - 824 AC ), inicia seu domínio sobre todo o antigo Oriente Próximo nesse ano.
·         Acazias é morto por Jeú (II Cr. 22.1-10; II Rs 9.16-28).

ATALIA – (10º Rei – 7º de Judá) Reinou 6 anos (II Rs 11.3; II Cr 22.12). Muitos não a contam como “rei” por causa da linhagem messiânica, mas para efeito cronológico o faremos.
·         Mãe do rei Acazias (II Rs 11.1; II Cr 22.10)
·         A rainha Atalia manda matar a família real (II Cr 22.10-12)
·         Foi uma rainha má e vingativa - Destruiu toda a descendência real (II Rs 11.15-18)
·         Após a morte de Atália, o povo da terra entrou na casa de Baal, e a derribaram, como também os seus altares e as suas imagens totalmente quebraram, e a Matã, sacerdote de Baal, mataram perante os altares; então o sacerdote pôs oficiais sobre a Casa do senhor (II Rs 11.1-21; II Cr 23.12-21)
·         Atalia foi uma mulher idólatra - Porque, sendo Atalia ímpia, seus filhos arruinaram a Casa de Deus e até todas as coisas sagradas da Casa do Senhor empregaram em baalins (plural de Baal) (II Cr 24.7)

JOÁS (11º Rei – 7º de Judá) Reinou 40 anos (II Cr 24.1; II Rs 12.1)
·         Filho de Acazias (II Rs 11.2; II Rs 13.1; II Cr 22.11)
·         Joás começou a reinar com sete anos (II Cr 24.2; II Rs 11.21)
·         Joás escapou de ser morto por Atália, porque Jeoseba, filha do rei Jeorão o escondeu (II Rs 11.2; II Cr 22.11)
·         Joás manda reparar o templo (II Rs 12.1-21; II Cr 24.1-16; II Cr 24.17-22)
·         E fez Joás o que era reto aos olhos do Senhor, todos os dias do sacerdote Joiada (II Cr 24.2)
·         A idolatria de Joás - II Cr 24.17-22
·          O juízo de Deus sobre Joás - II Cr 24.23-27

AMAZIAS (12º Rei –8º de Judá) Reinou 29 anos (II Rs14.2; II Cr 25.1)
·         Filho de Joás (II Rs12.21; II Rs14.1; II Cr 24.27)
·         E fez o que era reto aos olhos do Senhor, porém não com coração inteiro.
·         Sucedeu, pois que, sendo-lhe o reino já confirmado, matou a seus servos que feriram o rei seu pai (II Rs14.5-18; II Cr 25.2-3)
·         Amazias confiou em Deus para a vitória sobre edomitas (II Cr 25.5-13)
·         Este feriu a dez mil edomitas no vale do Sal, e tomou a cidade de Sela na guerra; e chamou-a Jocteel, até ao dia de hoje.
·         MAS, imediatamente depois da vitória o seu coração se afastou de Deus; [...] depois que Amazias veio da matança dos edomitas, trouxe consigo os deuses do povo de Seir e configurou-os para serem os seus deuses, e prostrou-se diante deles e lhes queimou incenso. (II Cr 25:14)
·         Deus castiga Amazias por causa da idolatria(II Cr 25.14-26)
·         Morte de Amazias (II Rs14.19-20;II Cr 25.27-28)

UZIAS OU AZARIAS (13º Rei –9º de Judá) - Reinou 52 anos (II Rs15.1-2; em II Cr 26.3, diz que ele reinou 55 anos); Filho de Amazias (II Rs14.21-22; II Rs15.1; II Cr 26.1)
·         É chamado de Azarias (II Rs15.1-7) Uziaso mesmo Azarias -confirmado pelo nome da mãe, é a mesma pessoa, portanto é o mesmo rei (II Cr 26.3).
·         Era Uzias da idade de dezesseis anos quando começou a reinar e cinquenta e cinco anos; Uzias ou Azarias reina e prospera (II Cr 26.1-15)
·         Azarias ou Uzias fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Amazias seu pai, porém morreu leproso (II Cr 26.16-23; II Rs15. 1-7)
o   E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo que fizera Amazias seu pai. Porque deu-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, sábio nas visões de Deus; e, nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar (II Cr 26.4-5)
·         Uzias morreu leproso, porque exaltou-se o seu coração, até se corromper. Entrou no templo para queimar incenso no altar do incenso. Isto não era para ele fazer, e sim os sacerdotes (II Cr 26.16-23).

JOTÃO (14º Rei –10º de Judá) Reinou 16 anos (II Rs15.32-33; II Cr 27.1,8)
·         Filho de Uzias (II Cr 26.23; II Rs15.5-7)
·         Jotão reina bem e vence os amonitas(I Rs15.32)
·         E fez o que era reto aos olhos do Senhor, fez conforme tudo quanto fizera Uzias, seu pai (II Cr 27.1-5). Ele construiu a porta superior da casa do Senhor.
o   Este sempre foi um sinal positivo em Judá. Quando os reis e líderes estavam preocupados com a casa do Senhor, isso sempre reflete alguma medida de reavivamento espiritual.
·         Assim se fortificou Jotão, porque dirigiu os seus caminhos na presença do Senhor, seu Deus (II Rs15.34; II Cr 27.6).
·         Ele também voltou sua atenção para o planejamento urbano, construção de cidades nas montanhas de Judá, que, juntamente com um sistema de torres e fortificação das áreas arborizadas, poderia servir tanto para fins econômicos, como militares.
·         Morte de Jotão (II Cr 27.7-9; II Rs15.38).
o   Jotão é o único de todos os reis hebraicos, de Saul para baixo, contra o qual Deus não tem nenhum agravo. Este personagem conseguiu um feito notável, pois é uma bela harmonia com o significado de seu nome, Jeová-perfeito.

ACAZ (15º Rei – 12º de Judá) Reinou 16 anos (II Rs 16.1-2; II Cr 28.1)
·         Filho de Jotão (II Rs 15.38; II Cr 27.9); Tinha Acaz vinte anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém, e não fez o que era reto aos olhos do SENHOR, seu Deus, como Davi, seu pai. Porque andou no caminho dos Reis de Israel e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios, que o SENHOR lançara fora de diante dos filhos de Israel. Também sacrificou e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de todo arvoredo (II Rs 16.2-4)
"Este foi  o primeiro caso em que Judá imita a apostasia de Israel." 
·         Acaz submeteu-se ao domínio do rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo, tomou o ouro e a prata na Casa do senhor e mandou de presente ao rei da (Assíria. II Rs 16.7-9)
·         Acaz copiou o altar de Damasco e mandou o modelo para o sacerdote Urias fazer, tirou o altar de cobre que estava perante o Senhor (II Rs 16.10-19)
·         Acaz é ímpio, e os siros o afligem (II Cr 28.1-15); ele busca o socorro dos reis da Assíria e não o acha (II Cr 28.16-26)
·         E ajuntou Acaz os utensílios da Casa de Deus, e os fez em pedaços, e fechou as portas da Casa do SENHOR, e fez para si altares em todos os cantos de Jerusalém (II Cr 28.24; II Rs 16.10-19)
·         Morte de Acaz (II Rs 16.20 ; II Cr 28.27).
“ele fez passar seu filho pelo fogo”
Adoração à Moloque: O deus pagão (ou demônio, mais precisamente) Moloque era adorado pelo superaquecimento de uma estátua de metal que representava este deus até que ela estar em brasa, em seguida, colocava-se uma criança viva nas mãos estendidas da estátua, enquanto batiam-se tambores para abafar os gritos da criança, até que queimasse até a morte.
Em Levítico 20.1-5, Deus pronunciou a sentença de morte contra todos os que adoravam a Moloque, dizendo: Eu porei o meu rosto contra esse homem, e o extirparei do seu povo, porque ele tem dado alguns dos seus descendentes a Moloque, contaminando o meu santuário e profanando o meu santo nome.
Infelizmente, até mesmo um homem como Salomão, no mínimo, sancionou a adoração de Moloque e construiu um templo para o ídolo (I Rs 11.07). Um dos grandes crimes das tribos do norte (Israel) era a adoração de Moloque, por isso foram levados para o cativeiro assírio (2 Rs 17.17). O rei Manasses de Judá deu a seu filho a Moloque (2 Rs 21.06). Até os dias do rei Josias de Judá, a adoração a Moloque continuou e ele destruiu um lugar de adoração a esse ídolo (2 Rs 23:10).
De acordo com as abominações das nações que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel : As nações canaanitas que ocuparam Canaã antes que o tempo de Josué também praticavam esta terrível forma de sacrifício humano e filho. Deus traria juízo a Judá por causa da prática continuada desses pecados.
A guerra contra os cananeus no Livro de Josué - tão terrível e completa como foi- não foi uma guerra racial. O julgamento de Deus não veio sobre os cananeus, através dos exércitos de Israel por causa de sua raça, mas por causa de seu pecado. De maneira que, se Israel insistia em andar nos mesmos pecados, Deus haveria de trazer sobre eles juízo semelhante, pois Deus não tem dois pesos e duas medidas.

 EZEQUIAS (16º - 13º de Judá) Reinou 29 anos (II Cr 29.1); Filho de Acaz (II Cr 28.27; II Rs 16.20)
·         E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Davi, seu pai II Cr 29.2.
·         Ezequias (re)estabeleceu o culto do Senhor (II Rs 18.1-12).
·         Durante o reinado de Ezequias, o império assírio invade Judá (II Rs 18.13-37).
o   Ezequias ora na Casa do Senhor (II Rs 19.1-19)
o   O profeta Isaías conforta o rei Ezequias - II Rs 19.20-34
o   Deus fere os assírios e livra Judá - II Rs 19.35-37
·         O rei Ezequias manda purificar o templo (II Cr 29.1-19) e fala aos levitas: Santificai-vos agora, santificai a Casa do Senhor  e tirai do santuário a imundícia (II Cr 29.5; II Cr 30.1-27)
·         Ezequias restabelece o culto de Deus (II Cr 29.20-36; II Rs 18.1-12) e convida o povo a vir a Jerusalém para celebrar a páscoa (II Cr 30.1-27)
·         Ezequias adoece (II Rs 20.1-11; Isaías 38.1-5)
·         O orgulho de Ezequias (Isaías 39.1-8)
o   A embaixada do rei de Babilônia II Rs 20.12-20
·         Senaqueribe invade Judá, e Deus destrói o seu exército (II Cr 32.1-23)
·         A doença e morte de Ezequias (II Cr 32.24-33; II Rs 20-.21).

MANASSÉS (17º Rei – 13º de Judá) Reinou 55 anos - II Cr 33.1; II Rs 21.1)
·         Filho de Ezequias (II Cr 32.33; II Rs 20.21). Ele teve o reinado mais longo de qualquer monarca em Israel ou Judá.de qualquer monarca em Israel ou Judá.  
·         A impiedade de Manasses e as ameaças de Deus - II Rs 21.1-17
·         Os Pecados de Manasses: Reconstruiu os lugares altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído; Ele levantou altares a Baal, e fez uma imagem de madeira; Ele adoraram todo o exército do céu e os serviu; Ele também edificou altares na casa do Senhor (incluindo adoração astrológico - ele edificou altares a todo o exército dos céus); Até fez passar seu filho pelo fogo (Moloque); Adivinhação praticada, feitiçaria usadas, e consultou médiuns e espíritas; Ele até pôs uma imagem esculpida de Asera, que tinha feito, na casa de . . .  o Senhor; mas eles (povo) não prestaram atenção e Manassés fez mais mal (o maior pecado era em nome das pessoas que aceitam de bom grado estas atitudes do rei – II Cr 33 : 10).
·         O cativeiro de Manasses, sua oração e morte - II Cr 33.11-20
A carreira longa e longevidade não são necessariamente evidência da bênção e aprovação de Deus:
"Uma planta degenerada de tão nobre vinha." (Em alusão a paternidade de Manassés, filho do rei Ezequias).

AMOM (17º Rei – 14º de Judá - Reinou 2 anos - II Cr 33:21; II Rs 21.19)
·         Filho de Manassés (II Rs 21.18; II Cr 33.20) - Não confundi-lo com Amom descendente dos moabitas.
·         Amom é um mau rei, e os seus servos o matam (II Rs 21.19-26)
Esta ação covarde não teve apoio popular, pois a seguir lemos que “o povo da terra, porém, feriu todos os que conspiraram contra o rei Amom...(II Rs 21.25).
·         O reinado de Amom e a sua impiedade (II Cr 33.21-25); “e fez o que era mal aos olhos do Senhor, como havia feito Manasses, seu pai, porque Amom sacrificou a todas as imagens de escultura que Manasses seu pai, tinha feito e as serviu. Mas não se humilhou perante o Senhor, como Manasses seu pai, se humilhara; antes, multiplicou Amom os seus delitos (II Cr 33.22-23).

JOSIAS (18º Rei – 15º de Judá) Reinou 31 anos (II Rs 22.1; II Cr 34.1)
·         Começou a reinar com 8 anos de idade (II Cr 34.1; II Rs 22.1)
·         Filho de Amom - II Rs 21.26 - II Cr 33.25
Muitos especulam que Manassés se converteu muito tarde em sua vida para ter algum efeito sobre o ímpio Amom, mas o neto, Josias, recebeu uma boa influência. Josias teria seis anos de idade quando Manassés morreu e oito quando seu pai, Amom, morreu.
·         Josias repara o templo (II Rs 22.1-7); o sacerdote Hilquias acha o livro da Lei (II Cr 34.8-2).

·         Hulda, a profetisa prediz a ruína de Jerusalém  (II Cr 34.22-28).

·         Josias convoca o povo à Casa do Senhor (II Cr 34.29-33); e renova o pacto do Senhor (II Rs 23.1-14); celebração da Páscoa (II Rs 23.21-28; II Cr 35.1-19).
·         O altar de Betel é profanado e derribado (II Rs 23.15-20)
·         O rei Josias abole a idolatria (II Cr 34.1-7)
·         Duas mudanças são significativas nessa reforma religiosa de Josias: somente em um único lugar se deveria oferecer sacrifício a Deus: em Jerusalém, de maneira que todos os centros religiosos populares em todo país foram fechados e os seus sacerdotes dispersos; segundo as reformas afetaram a maneira que a Páscoa seria celebrada, pois anteriormente tinha sido uma festa familiar com o cordeiro morto no santuário local, mas agora o sacrifício somente será realizado no Templo de Jerusalém, e não mais realizada no altar local.
·         O rei Josias provoca o rei Neco II do Egito e durante a batalha acaba sendo morto na fortaleza de Megido.  A morte de Josias (II Rs 23.29-30) - “O escritor de Crônicas preocupa-se principalmente com o registro sobre o último rei de Judá (Israel) temente a Deus.”

JOACAZ (19º Rei – 16º de Judá - Reinou 3 meses em Jerusalém – Reis 23.31- II Crônicas 36.2)
·         Filho de Josias (II Reis 23.30 II Crônicas 36.1)
·         E fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizeram seus pais (II Reis 23.32)
·         Porém Faraó Neco o mandou prender em Ribla, em terra de Hamate, para que não reinasse em Jerusalém; e à terra impôs a pena de cem talentos de prata (340 kg) e um talento de ouro (34,272 kg) (II Reis 23.33)
·         Também Faraó Neco estabeleceu rei a Eliaquim, filho de Josias, em lugar de Josias, seu pai, e lhe mudou o nome em Jeoaquim;
·         Porém a Joacaz tomou consigo, e veio ao Egito e morreu ali (II Reis 23.34)
·         Joacaz é levado cativo para o Egito (II Crônicas 36.1-4)

JEOAQUIM (20º Rei – 17º de Judá - Reinou 11 anos - II Crônicas 36.5 - II Reis 23.36).
Filho de Josias (II Reis 23.34 - irmão de Joacaz - II Crônicas 36.4).
·         Seu 1º nome foi Eliaquim (II Reis 23.34 - II Crônicas 36.4)
·         E fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizeram seus pais (II Reis 24.37)
·         Nabucodonosor o amarrou em cadeias e o levou cativo para Babilônia, também alguns utensílios da casa do Senhor, levou Nabucodonosor. (II Crônicas 36.6-7 - II Reis 24.1-5)
·         Final do reinado de Jeoaquim (II Crônicas 36.8)
·         Morte de Jeoaquim (II Reis 24.6)

JOAQUIM (21º Rei – 18º de Judá -  Reinou 3 meses - II Reis 24.8 - II Crônicas 36.9)
·         Filho de Jeoaquim (II Reis 24.6 - II Crônicas 36.8)
·         Durante o reinado de Joaquim, o rei de Babilônia o levou cativo, transportou os utensílios da Casa do Senhor, os príncipes e os homens valorosos, e todos os carpinteiros e ferreiros; ninguém ficou, senão o povo pobre da terra. (II Reis 24.8-17)
·         E, no decurso de um ano, o rei Nabucodonosor mandou que o levassem à Babilônia, como também os mais preciosos utensílios da Casa do Senhor, e pôs a Zedequias, seu irmão, rei sobre Judá e Jerusalém (II Crônicas 36.10)
·         E o rei de Babilônia estabeleceu rei, em lugar de Joaquim, ao tio deste, Matanias, e lhe mudou o nome para Zedequias (II Reis 24.17).

ZEDEQUIAS [MATANIAS] (22º Rei – 19º de Judá -  Reinou 11 anos em Jerusalém II Reis 24.18 - II Crônicas 36.11)
·         Último rei de Judá – O rei de Babilônia mudou o seu nome para Zedequias - era tio de Joaquim (II Reis 24.17)
·         E fez o que era mau aos olhos do Senhor, seu Deus; nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor (II Crônicas 36.12)

·     Desde o começo ele foi preterido pelo povo, que continuavam aguardar o retorno do seu antecessor. Não bastasse ele governa em meio à luta encarniçada de duas potências: Babilônia e Egito. Ele nunca conseguiu tomar uma posição e no quarto ano do seu reinado, ele foi pessoalmente para a Babilônia para mostrar sua lealdade, mas simultaneamente aceitou fazer parte de uma nova coalizão com Edom, Moab, Amon e Fenícia, lançando as bases para planos secretos para se rebelar contra a Babilônia. Mas Nabucodonosor foi informado do levante e marcha contra os rebelados, iniciando um cerco à Jerusalém que finalmente levou à queda da cidade e ao fim da monarquia judaica. Os egípcios tentaram ajudar Zedequias, mas uma a uma de suas cidades fortificadas foram caindo, até que apenas Azeca e Laquis ficaram entre Nabucodonosor e Jerusalém. O rei Zedequias é levado, com sua família e um grande numero de cativos para babilônia (II Reis 25.1-22 - II Crônicas 36.10-21)
·      No 9º ano do reinado de Zedequias, Nabucodonosor rei de Babilônia, veio contra Jerusalém, e a cidade foi sitiada, destruída e Zedequias foi levado cativo para Babilônia. Seus filhos foram degolados, os olhos de Zedequias vazados, e ele foi atado com duas cadeias de bronze. Leia tudo isto e mais, em (II Reis 25 – II Crônicas 36.13-21).

Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Historiologia Protestante


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